terça-feira, 14 de abril de 2009

Balas.

Vovô morreu semana passada, tiros em demasia perfuraram sua camisa listrada.
Ele deixou um rastro de saudade, e eu queria contar as balas, como se a quantidade exata me fizesse mais ou menos triste.

Eu saí pelas ruas ainda com uma ou duas lágrimas.

Vovô morreu, e nem faz muito tempo. Baleado por um homem maluco que queria mudar o mundo. Antes, ele bradou versos engraçados numa praça qualquer do centro.

Eu saí a procura de abrigo nas lembranças que tinha dele.

Quem guardou as balas?

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