(em dó menor)
Você segue com seus amigos para lá.
Eu fico cá sem amigos.2x
Você dança, bebe e abstrai.
Eu fico cá, olhando fixo. (repete)
Você vive e acha diversão até onde paira solidão.
Eu fico cá, eu fico cá.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Cansado de.
Cansado de poeminhas ordinários.
De educação juvenil.
De livros caros
e de toda essa enganação.
De educação juvenil.
De livros caros
e de toda essa enganação.
sábado, 25 de julho de 2009
Acordado.
Acordado para te ver.
Mudo para te ouvir.
Cego para te perceber.
Multilado para te alimentar.
Mudo para te ouvir.
Cego para te perceber.
Multilado para te alimentar.
Vou te dar um livro.
Um livro
que é pedaço de mim
Com folhas que contam
sem fôlego, o arbitrário fracasso do cão.
Um livro bem embrulhado
que suporta a chuva e uma tonelada
Um livro de açucar e outros grãos
miúdos
como
seus
minutos.
que é pedaço de mim
Com folhas que contam
sem fôlego, o arbitrário fracasso do cão.
Um livro bem embrulhado
que suporta a chuva e uma tonelada
Um livro de açucar e outros grãos
miúdos
como
seus
minutos.
Deus e os pedidos.
Um pedido da beira-estrada,
sai dos lábios da mulher molhada.
Deus atende
e
em silêncio
sorri.
Um último suspiro de emoção
o carro, o muro, as beiradas.
Sangue assim tão vermelho,
não podia ser de bom agouro.
sai dos lábios da mulher molhada.
Deus atende
e
em silêncio
sorri.
Um último suspiro de emoção
o carro, o muro, as beiradas.
Sangue assim tão vermelho,
não podia ser de bom agouro.
Aos atores, palco.
Me resta um palco.
Nem grande, nem belo.
Mal cheiroso e singelo.
Me resta um tempo,
para pensar no inferno
com carinho de quem se conforma.
Me restam dias de ontem
onde fui sincero
Aos atores, um palco.
Na platéia, ninguém.
Nem grande, nem belo.
Mal cheiroso e singelo.
Me resta um tempo,
para pensar no inferno
com carinho de quem se conforma.
Me restam dias de ontem
onde fui sincero
Aos atores, um palco.
Na platéia, ninguém.
Incompleto
Uma ligação incompleta
entrecortada
linha cruzada
ruidos
da
bota
européia
de
futurismos
de
fim
de
semana.
entrecortada
linha cruzada
ruidos
da
bota
européia
de
futurismos
de
fim
de
semana.
Temporário.
Não te sobra tempo para nada.
nem um oi
nem um tchau.
O agito das capitais distantes é completo
e preenche todos os espaços
ocasionais
que já foram
meus.
nem um oi
nem um tchau.
O agito das capitais distantes é completo
e preenche todos os espaços
ocasionais
que já foram
meus.
Poeminha (para ler no inferno)
Morre alguém
e alguém te conta
sem saber
que você também
morreu de faz de conta.
e alguém te conta
sem saber
que você também
morreu de faz de conta.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Sobre o tráfego.
Não há mais táxis.
Não há mais trem.
Não há mais carros
não há mais nada além.
Só um ou outro vai-e-vêm.
Não há mais trem.
Não há mais carros
não há mais nada além.
Só um ou outro vai-e-vêm.
Desculpa.
Mas você me pede o mundo,
e me dá nada.
Você me pede a estrada,
mas fica em casa.
Você pergunta tudo
e me responde com silêncio.
e me dá nada.
Você me pede a estrada,
mas fica em casa.
Você pergunta tudo
e me responde com silêncio.
Costas.
Estou de costas para você.
Fazendo careta,
fazendo pirraça
mas pirraça de cara assim bigodudo
é pior
que
peido de texugo.
Fazendo careta,
fazendo pirraça
mas pirraça de cara assim bigodudo
é pior
que
peido de texugo.
Poeminha rebelde.
Este poeminha
não é um poeminha de revolução
está mais para um poeminha de
distração.
não é um poeminha de revolução
está mais para um poeminha de
distração.
Poeminha quatro
Ela ficou de quatro
num arregaço de desvario.
Esqueceu-se do plano são.
e ainda disse:
nada é em vão.
num arregaço de desvario.
Esqueceu-se do plano são.
e ainda disse:
nada é em vão.
Apê
No apê não tem tevê.
Só livros espalhados
Bandeira do grêmio
e uma vitrola de tocar discos desbotados.
Só livros espalhados
Bandeira do grêmio
e uma vitrola de tocar discos desbotados.
terno.
Entenda seu homem, mulher.
Entenda seu homem, quando ele estiver na estrada
distante.
Entenda seu homem, quando ele fraquejar e chorar
Entenda seu homem, quando ele for demais e sincero
quando ele parecer bonito e terno.
Entenda seu homem, quando você o amar.
Entenda seu homem, quando você esquecer seu nome.
Entenda seu homem, quando ele ainda não for seu homem
porque a estrada é longa.
Entenda seu homem, quando ele estiver na estrada
distante.
Entenda seu homem, quando ele fraquejar e chorar
Entenda seu homem, quando ele for demais e sincero
quando ele parecer bonito e terno.
Entenda seu homem, quando você o amar.
Entenda seu homem, quando você esquecer seu nome.
Entenda seu homem, quando ele ainda não for seu homem
porque a estrada é longa.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Ltda
Vou transformar minha casa em um prédio comercial,
meu lar vai se infestar de executivos e agentes financeiros.
Vou colocar o coração na bolsa de valores e
meus ideais serão liquidados segundo a cotação do dollar.
meu lar vai se infestar de executivos e agentes financeiros.
Vou colocar o coração na bolsa de valores e
meus ideais serão liquidados segundo a cotação do dollar.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Cigarro
Eu tento deixar o cigarro a anos. Mas é uma guerra vencida. Melhor seria que o cigarro me deixasse. Que ele fosse embora e nunca mais me procurasse. Que ele me desse um tempo para pensar na nossa relação. Ele não dá. Está sempre lá. Na minha padaria, no meu posto, no meu filme preferido, sempre no meu pé. Estático e amargurando como um amante que abandonamos. Sempre me sufocando me implorando para voltarmos. E é quando eu acho que superei nossa relação, que ele me pega de jeito e como uma trepada de reconciliação eu me rendo e assumo que nunca vou conseguir deixar essa relação.
Luz difusa.
Essa luz difusa.
Entra em contato pornográfico com o que sobrou de mim.
E eu recebo em paz,
o verbo firme do seu pulsar.
Entra em contato pornográfico com o que sobrou de mim.
E eu recebo em paz,
o verbo firme do seu pulsar.
Paris.
Sempre teremos Paris
Distante.
Sempre teremos Paris
do outro lado do mundo.
Sempre teremos Paris.
A milhões de anos luz.
Sempre teremos Paris
nos dando luz, nos dando proximidade.
Distante.
Sempre teremos Paris
do outro lado do mundo.
Sempre teremos Paris.
A milhões de anos luz.
Sempre teremos Paris
nos dando luz, nos dando proximidade.
terça-feira, 21 de julho de 2009
ah se eu fosse americano;;;
Ah se eu fosse americano
ou tivesse um green card
eu ia até o Colorado
só para te buscar
ou tivesse um green card
eu ia até o Colorado
só para te buscar
Tudo o que não fica para trás.
Recusa em ficar na estrada.
Reconsideração o mito.
Tudo o que não fica para trás,
é tudo o que podemos levar.
Reconsideração o mito.
Tudo o que não fica para trás,
é tudo o que podemos levar.
Goles.
Quero um gole do seu pescoço,
você servida em pratos urgentes.
Quero a lambida supersonica do teu empecilho.
você servida em pratos urgentes.
Quero a lambida supersonica do teu empecilho.
Quase a mesma coisa.
Somos muito parecidos, somos quase a mesma coisa.
Somos muito grudados, somos quase a mesma palavra.
Somos muito pouco exatos, não temos os mesmo lados.
Somos assim tão excitados, temos quase a mesma vontade.
Somos tão controlados, temos quase a mesma força.
Somos assim, quase a mesma coisa.
Somos muito grudados, somos quase a mesma palavra.
Somos muito pouco exatos, não temos os mesmo lados.
Somos assim tão excitados, temos quase a mesma vontade.
Somos tão controlados, temos quase a mesma força.
Somos assim, quase a mesma coisa.
Vamos fazer um filme.
Vamos fazer um filme um pouco complicado.
Com muitas passagens de tempo e locações ao contrário.
Vamos fazer um filme europeu, asiático.
Vamos fazer um filme em inglês, mas dublado.
Vamos fazer um filme com apoio estatal,
vamos usar filtro e lentes alugadas.
Vamos fazer um filme sem gastar um centavo.
Vamos fazer um filme muito mais complicado,
sem final, sem começo mas com muitos seres encantados.
Vamos fazer um filme para exibir no feriado,
vamos fazer um filme e vendê-lo como seriado.
Vamos fazer um filme proibido e amaldiçoado.
Vamos fazer um filme impossivel e mal filmado.
Vamos ser espertos e mal educados,
vamos ser cruéis e mal criados.
Vamos cabular as aulas de estética e filma apenas amputados.
Vamos deixar lacunas do tamanho do Colorado.
Vamos ter segundas intenções e fazer um filme amarelado.
Com muitas passagens de tempo e locações ao contrário.
Vamos fazer um filme europeu, asiático.
Vamos fazer um filme em inglês, mas dublado.
Vamos fazer um filme com apoio estatal,
vamos usar filtro e lentes alugadas.
Vamos fazer um filme sem gastar um centavo.
Vamos fazer um filme muito mais complicado,
sem final, sem começo mas com muitos seres encantados.
Vamos fazer um filme para exibir no feriado,
vamos fazer um filme e vendê-lo como seriado.
Vamos fazer um filme proibido e amaldiçoado.
Vamos fazer um filme impossivel e mal filmado.
Vamos ser espertos e mal educados,
vamos ser cruéis e mal criados.
Vamos cabular as aulas de estética e filma apenas amputados.
Vamos deixar lacunas do tamanho do Colorado.
Vamos ter segundas intenções e fazer um filme amarelado.
Ocupação.
Ela é ousada.
Ela é complicada.
Ela é maneirista e publicada.
Ela é atenciosa, educada.
Ela é bonita e charmosa.
Ela é sorridente e esperançosa.
Ela é ousada.
Mas está ocupada.
Ela é complicada.
Ela é maneirista e publicada.
Ela é atenciosa, educada.
Ela é bonita e charmosa.
Ela é sorridente e esperançosa.
Ela é ousada.
Mas está ocupada.
Imaginando uma rosa.
Imaginas, cansada, uma rosa.
Fevereiro.
Pega na rosa, corta-se no espinho.
Quem dera fosse plástico.
Fevereiro.
Pega na rosa, corta-se no espinho.
Quem dera fosse plástico.
Absurdniks
O que eu te peço é um absurdo.
Tão completo.
E o que me dá; outro absurdo.
Mas esse sim,
incompleto.
Tão completo.
E o que me dá; outro absurdo.
Mas esse sim,
incompleto.
Sobre blogs mortos.
Vamos regar a cabeça plantada no vaso, antes que a cabeça plantada no vaso seja totalmente dispensável.
Um copo de água.
O trabalho cansativo.
A pausa para um copo de água. Copo de plástico.
O trabalho cansativo.
A pausa para um copo de água. Copo de plástico.
O trabalho cansativo.
domingo, 19 de julho de 2009
Sorte.
Se você tem a sensação do dever cumprido,
Sorte sua.
Se você tem um sorriso para distribuir,
Sorte sua.
Se você teve uma boa noite,
sorte sua.
Se você está feliz e tem motivos para comemorar,
sorte sua.
Se você consegue dormir,
Sorte sua.
Se vocês cumpriu sua missão,
sorte sua.
Sorte sua.
Se você tem um sorriso para distribuir,
Sorte sua.
Se você teve uma boa noite,
sorte sua.
Se você está feliz e tem motivos para comemorar,
sorte sua.
Se você consegue dormir,
Sorte sua.
Se vocês cumpriu sua missão,
sorte sua.
Tenho que dormir cedo.
Olha, eu tenho que dormir cedo.
Eu não posso ficar e te explicar.
Eu não posso ficar e te agradar com palavras bonitas.
Olha, amanhã eu acordo cedo.
Eu não posso fazer hora.
Eu não posso enrolar.
Olha, eu não posso ficar.
Não posso inventar desculpas.
Não posso fazer nada mais que o fazer banal.
Obrigado, boa noite.
Eu não posso ficar e te explicar.
Eu não posso ficar e te agradar com palavras bonitas.
Olha, amanhã eu acordo cedo.
Eu não posso fazer hora.
Eu não posso enrolar.
Olha, eu não posso ficar.
Não posso inventar desculpas.
Não posso fazer nada mais que o fazer banal.
Obrigado, boa noite.
Pés quentes.
Faz frio mas meu pé está quente.
Faz tempo, mas eu lembro bem.
Era confuso, mas agora parece tão simples.
Minha vó me disse; não pise no chão de pés descalços.
Minha vó me disse: não pise no tapete de pés sujos.
Eu li nas entrelinhas mais do que eu deveria ter lido.
Conjuguei os verbos que você não merecia.
Fiz de conta que acreditava na sua urgência até o dia em que você me disse para esperar.
Minha vó me disse; não pise no coração de alguém com os dois pés de uma vez.
Você me pediu: entre.
Você me acelerou, me desafiou a ter coragem.
Você implorou para que fosse até seu bairro afastado,
e no entanto, já estava em um país distante no segundo instante.
Faz frio mas os pés estão quentes.
Faz tempo, mas eu lembro bem.
Era confuso, mas agora parece tão simples.
Minha vó me disse; não pise no chão de pés descalços.
Minha vó me disse: não pise no tapete de pés sujos.
Eu li nas entrelinhas mais do que eu deveria ter lido.
Conjuguei os verbos que você não merecia.
Fiz de conta que acreditava na sua urgência até o dia em que você me disse para esperar.
Minha vó me disse; não pise no coração de alguém com os dois pés de uma vez.
Você me pediu: entre.
Você me acelerou, me desafiou a ter coragem.
Você implorou para que fosse até seu bairro afastado,
e no entanto, já estava em um país distante no segundo instante.
Faz frio mas os pés estão quentes.
Jazz meu coração.
Aqui jaz meu coração.
Tão jazz.
Aqui está meu acerto com o chão.
Aqui se foi um sonhador.
Um beatnik, um surrealista, um amigo de favor.
Aqui está meu apelo já sem voz.
Tão jazz.
Aqui está meu acerto com o chão.
Aqui se foi um sonhador.
Um beatnik, um surrealista, um amigo de favor.
Aqui está meu apelo já sem voz.
Dormindo.
Me pergunto que dia é hoje?
Se falta muito para o último dia.
Me disseram que era domingo, mas o domingo já acabou.
Me disseram.
Se falta muito para o último dia.
Me disseram que era domingo, mas o domingo já acabou.
Me disseram.
Sabotagem.
Sabotaram o plano de todo dia.
SABOTARAM.
Arranharam o cd.
Esconderam o salvador.
Esconderam o amor.
Sabotaram a ligação?
Sabotaram.
Desmarcaram o encontro.
Desmarcaram o ensaio.
Cancelaram o acordo.
SABOTARAM.
Arranharam o cd.
Esconderam o salvador.
Esconderam o amor.
Sabotaram a ligação?
Sabotaram.
Desmarcaram o encontro.
Desmarcaram o ensaio.
Cancelaram o acordo.
Aplauso.
Quem precisa de aplausos?
Quem precisa de afagos?
Quem precisa de contatos?
De números de telefones, endereços eletrônicos, de visto interplanetário?
Quem precisa de carona?
Quem precisa de conselho?
Quem precisa de obturação, de chapeus, de bermudas e de sapatos apertados?
Quem precisa de carro?
Quem precisa de amigos?
Quem precisa de certezas?
Quem precisa de horas e mais horas?
Quem precisa de estágio, de conferencia, de trabalho?
Quem precisa de corretor ortográfico, de manual de escrever sincero.
Quem precisa de certeza, quem precisa de visita, quem precisa de horário?
Quem precisa de férias, de viagens, de hospedagem e de flertes?
Quem precisa de piscina, de contrato?
Quem precisa de pilhas, de fichas, de doces e chocolates?
Quem precisa de revoluções, de ruas e ruas?
Quem precisa de professor?
Quem precisa de beleza?
Quem precisa de gatos?
Quem precisa de glamour?
Quem precisa de pé no chão?
Quem precisa de campeonatos?
Quem precisa de agito?
Quem precisa de gelo?
Quem precisa de vestidos, de sapatos?
Quem precisa de flores?
Quem precisa de um bom motivo?
Quem precisa de permissão?
Quem precisa de tempo afastado?
Quem precisa de experiência na carteira de trabalho?
Quem precisa de afagos?
Quem precisa de contatos?
De números de telefones, endereços eletrônicos, de visto interplanetário?
Quem precisa de carona?
Quem precisa de conselho?
Quem precisa de obturação, de chapeus, de bermudas e de sapatos apertados?
Quem precisa de carro?
Quem precisa de amigos?
Quem precisa de certezas?
Quem precisa de horas e mais horas?
Quem precisa de estágio, de conferencia, de trabalho?
Quem precisa de corretor ortográfico, de manual de escrever sincero.
Quem precisa de certeza, quem precisa de visita, quem precisa de horário?
Quem precisa de férias, de viagens, de hospedagem e de flertes?
Quem precisa de piscina, de contrato?
Quem precisa de pilhas, de fichas, de doces e chocolates?
Quem precisa de revoluções, de ruas e ruas?
Quem precisa de professor?
Quem precisa de beleza?
Quem precisa de gatos?
Quem precisa de glamour?
Quem precisa de pé no chão?
Quem precisa de campeonatos?
Quem precisa de agito?
Quem precisa de gelo?
Quem precisa de vestidos, de sapatos?
Quem precisa de flores?
Quem precisa de um bom motivo?
Quem precisa de permissão?
Quem precisa de tempo afastado?
Quem precisa de experiência na carteira de trabalho?
Isso é hora de chegar em casa?
Você não me viu no comercial de refrigerantes?
Você não me viu no video educativo? Na propaganda de cigarros? No clipe daquela canção insuportável?
Você não me viu na novela, no filme, no ultrasom 3d?
Você não me viu tocando gaita, você não viu lendo chico?
Você não me viu falando alemão? Você não me viu doando roupas aos pobres?
Você não viu os fatos.
Você não viu os rastros.
Você não viu nada.
Você não viu a propaganda da tevê? O programa da manhã?
Não viu o jogo do grêmio?
Não viu o show daquela banda?
Da outra?
do outro?
Você não viu a carta? O presente? O dollar?
Você não viu o desejo? O amor? O horário?
Você não viu a multa? O cigarro? O livro?
Isso é hora de chegar em casa?
Você não me viu no video educativo? Na propaganda de cigarros? No clipe daquela canção insuportável?
Você não me viu na novela, no filme, no ultrasom 3d?
Você não me viu tocando gaita, você não viu lendo chico?
Você não me viu falando alemão? Você não me viu doando roupas aos pobres?
Você não viu os fatos.
Você não viu os rastros.
Você não viu nada.
Você não viu a propaganda da tevê? O programa da manhã?
Não viu o jogo do grêmio?
Não viu o show daquela banda?
Da outra?
do outro?
Você não viu a carta? O presente? O dollar?
Você não viu o desejo? O amor? O horário?
Você não viu a multa? O cigarro? O livro?
Isso é hora de chegar em casa?
Cansado.
Cheguei cansado do trabalho.
Cheguei irritado com os que me deixam.
Cheguei com os que se vão por bons motivos.
Lucas, João e Judas.
Todo o evangélio em braile.
Todos beatniks evangélicos.
Senti inveja do beijo ácido.
Senti inveja o professor de inglês.
Senti inveja do hippie fedido, descabelado e feio.
Lucas, João e Judas.
Todo o clube reunido.
Todos com segundas intenções.
Um pesadelo motociclista.
Cimento, asfalto e sangue.
Dentes quebrados.
Senti inveja do lutador de jiu-jtsu.
Do modelo, do viajante da lituania.
Senti inveja da ejaculação embriagada.
Lucas, João e Judas.
Toda a faculdade bonita.
Todos com pouca consideração.
Cheguei irritado com os que me deixam.
Cheguei com os que se vão por bons motivos.
Lucas, João e Judas.
Todo o evangélio em braile.
Todos beatniks evangélicos.
Senti inveja do beijo ácido.
Senti inveja o professor de inglês.
Senti inveja do hippie fedido, descabelado e feio.
Lucas, João e Judas.
Todo o clube reunido.
Todos com segundas intenções.
Um pesadelo motociclista.
Cimento, asfalto e sangue.
Dentes quebrados.
Senti inveja do lutador de jiu-jtsu.
Do modelo, do viajante da lituania.
Senti inveja da ejaculação embriagada.
Lucas, João e Judas.
Toda a faculdade bonita.
Todos com pouca consideração.
Boa Voz.
Ouvi em boa voz, seu nome.
Era sonho, mas sonho de verdade.
Ouvi em boa voz, previsão.
Mas com grande chances de acontecer.
Ouvi em boa voz...
Castores, lobos, amazônia.
Um terraço construido com tijolos amarelos.
Mar, brisa, rosa.
Um terraço cheio de canções populares.
Castores,lobos, caieiras.
Romaria, pirapora, madrasta.
O fim da partida perdido.
A multa no horário errado.
5 minutos que não se espera.
Protesto médico.
Urgência artistica.
O fim da partida.
Castores, lobos, são paulo.
Era sonho, mas sonho de verdade.
Ouvi em boa voz, previsão.
Mas com grande chances de acontecer.
Ouvi em boa voz...
Castores, lobos, amazônia.
Um terraço construido com tijolos amarelos.
Mar, brisa, rosa.
Um terraço cheio de canções populares.
Castores,lobos, caieiras.
Romaria, pirapora, madrasta.
O fim da partida perdido.
A multa no horário errado.
5 minutos que não se espera.
Protesto médico.
Urgência artistica.
O fim da partida.
Castores, lobos, são paulo.
Who cares?
Não existe força capaz de vencer a novidade.
Não existe conselho que alivie a decepção.
Se dizem.
Se falam.
é como se ficassem em silêncio.
Quem se importa se isso soa bem em inglês?
Não existe conselho que alivie a decepção.
Se dizem.
Se falam.
é como se ficassem em silêncio.
Quem se importa se isso soa bem em inglês?
O último filme novo.
Sala de cinema cheia.
Pessoas alegres.
Bem vestidas.
Confusão com estilo.
Champagne, wimbledon, condominio.
Sala de cinema.
Alegre.
Vestido.
Sexo casual.
Computador pessoal, belo gramado e reserva em hotéis caros.
Pessoas alegres.
Bem vestidas.
Confusão com estilo.
Champagne, wimbledon, condominio.
Sala de cinema.
Alegre.
Vestido.
Sexo casual.
Computador pessoal, belo gramado e reserva em hotéis caros.
Açucar no chimarrão.
Você coloca açucar no chimarrão.
Você compra roupas novas no verão.
Você se cerca de amigos, de familia.
Você se cerca de certezas, de livros e citações.
Você não percebe.
Se muda e volta. E muda de novo.
Se veste e deita, e acorda mas dorme de novo.
Você brinca com abraços,
com recados,
com significados.
Você acorrenta-se aos medos, e sempre se atrasa.
Você é engraçada.
Você nem pensa em ir até o fim, você nem pensa em colocar em risco seus planos.
Você quer prorrogar, você quer curtir.
Você quer aproveitar e não importa quem.
A única pessoa falando agora é o mendigo que te assombrou.
Você compra roupas novas no verão.
Você se cerca de amigos, de familia.
Você se cerca de certezas, de livros e citações.
Você não percebe.
Se muda e volta. E muda de novo.
Se veste e deita, e acorda mas dorme de novo.
Você brinca com abraços,
com recados,
com significados.
Você acorrenta-se aos medos, e sempre se atrasa.
Você é engraçada.
Você nem pensa em ir até o fim, você nem pensa em colocar em risco seus planos.
Você quer prorrogar, você quer curtir.
Você quer aproveitar e não importa quem.
A única pessoa falando agora é o mendigo que te assombrou.
Piano
Piano pesado demais, não se move, não dança.
Piano escuro, maltratado deixa farpas em tons menores.
Piano escuro, maltratado deixa farpas em tons menores.
Outono-Inverno
Me senti azul e triste.
Pensei que talvez do meu lado ainda tenha espaço.
Me senti atrasado e sem sentido.
Me senti ultrapassado, moda outono-inverno de 89.
Pensei que talvez do meu lado ainda tenha espaço.
Me senti atrasado e sem sentido.
Me senti ultrapassado, moda outono-inverno de 89.
Em que ano estamos?
Vamos ser sinceros.
Não foi leal.
Vamos ser sinceros.
Não foi real.
Da sua parte.
Vamos jogar com 'fair play'
Vamos esclarecer os pontos obscuros.
Vamos jogar de igual para igual.
Sem colete salva-vidas.
Sem outras opções.
Sem viagens de férias.
Sem tapa-buracos.
Sem tapa-olhos.
Sem conversinha e sem festinha.
Sem apelidos, com nomes inteiros.
Vamos ser sinceros,
pelo menos uma noite por ano.
Não foi leal.
Vamos ser sinceros.
Não foi real.
Da sua parte.
Vamos jogar com 'fair play'
Vamos esclarecer os pontos obscuros.
Vamos jogar de igual para igual.
Sem colete salva-vidas.
Sem outras opções.
Sem viagens de férias.
Sem tapa-buracos.
Sem tapa-olhos.
Sem conversinha e sem festinha.
Sem apelidos, com nomes inteiros.
Vamos ser sinceros,
pelo menos uma noite por ano.
poeminhas
Eu não fui à festa porque eu não vou a festas.
Eu não sorri porque eu não sei sorrir.
Eu não fui porque eu sempre fico.
Eu não esperei porque sempre espero.
Fiquei atento. Fiquei esperto.
Mas você trapaceou.
Fiquei desperto. Fiquei por dentro.
Mas você blefou.
Peito cheio de gasolina.
Suficiente para chegar no Marrocos.
No topo da lage.
No topo da avenida.
Peito cheio de vazio.
Para se encher de poeminhas.
Eu não sorri porque eu não sei sorrir.
Eu não fui porque eu sempre fico.
Eu não esperei porque sempre espero.
Fiquei atento. Fiquei esperto.
Mas você trapaceou.
Fiquei desperto. Fiquei por dentro.
Mas você blefou.
Peito cheio de gasolina.
Suficiente para chegar no Marrocos.
No topo da lage.
No topo da avenida.
Peito cheio de vazio.
Para se encher de poeminhas.
Taxas de embarque.
Coração de embalagem retornável.
Canções, canções e altenartivas.
Cuidado para insinuar.
Banco vinte-quatro horas.
Serviço on-line de adiar mortes.
Rodovias e aeroportos.
Coração de amostra grátis.
Poemas, poemas e poemas.
Cuidado para sofrer.
Biblioteca informatizada.
Serviço on-line de adiar sorrisos.
Cruzeiros à deriva.
Deposito bancário.
Bigode caricato.
Deposito de lixo.
Um dia.
Um dia o sol vai nascer e eu ainda não terei acordado.
E vocÊ não vai mais me ver pensando na minha última sacada genial.
Um dia você vai ver que de repente ainda havia o que tentar.
Olhe para mim.
Eu não tenho nada para vender.
Eu não tenho nada para alugar.
Eu não tenho porta para fechar.
Telefone para tocar.
Eu não tenho peso inútil para taxar.
Canções, canções e altenartivas.
Cuidado para insinuar.
Banco vinte-quatro horas.
Serviço on-line de adiar mortes.
Rodovias e aeroportos.
Coração de amostra grátis.
Poemas, poemas e poemas.
Cuidado para sofrer.
Biblioteca informatizada.
Serviço on-line de adiar sorrisos.
Cruzeiros à deriva.
Deposito bancário.
Bigode caricato.
Deposito de lixo.
Um dia.
Um dia o sol vai nascer e eu ainda não terei acordado.
E vocÊ não vai mais me ver pensando na minha última sacada genial.
Um dia você vai ver que de repente ainda havia o que tentar.
Olhe para mim.
Eu não tenho nada para vender.
Eu não tenho nada para alugar.
Eu não tenho porta para fechar.
Telefone para tocar.
Eu não tenho peso inútil para taxar.
Revolver
Desculpas não tem velocidade.
Festas não são tão boas depois de cem anos.
Estréias não acontecem duas vezes.
Talvez isso te supreenda, mas eu não preciso que você me dê migalhas.
Talvez isso te supreenda, mas eu não preciso que você me dê minutos.
Eu tenho certeza que não tenho um revolver.
Minha cabeça continua okay.
E eu não preciso da sua benevolência.
Eu não preciso do seu horário de visitas.
Palavras frias não precisam ser escritas, registradas.
Palavras frias não precisam ser postadas e entregues.
Palvras frias não servem como gelo para bebidas estrangeiras.
Talvez isso te supreenda, mas eu não preciso que você escolha.
Talvez isso te supreenda, mas de certa maneira, eu até acho que previa,
Isso é tão banal, toda minha vida eu me surpreendi com certas risadas.
Isso é tão banal, mas ninguém nunca quis me salvar. E mesmo assim eu sobrevivi.
Eu não tenho um revolver.
Por que comprar um agora?
Não preciso de passaporte para chegar onde eu quero.
Não preciso de introdução, de desculpa ou de autorização.
Não preciso ser um dia mais novo, não preciso de presentes.
Não preciso de supervisão, de apoio ou de um mapa.
Eu não tenho um revolver.
Não precisa se preocupar.
Como se seu coração não fosse à prova de balas,
como se longe fosse perto,
como se querer muito fosse desculpa para fugir e como se fugir fosse algo particular.
Festas não são tão boas depois de cem anos.
Estréias não acontecem duas vezes.
Talvez isso te supreenda, mas eu não preciso que você me dê migalhas.
Talvez isso te supreenda, mas eu não preciso que você me dê minutos.
Eu tenho certeza que não tenho um revolver.
Minha cabeça continua okay.
E eu não preciso da sua benevolência.
Eu não preciso do seu horário de visitas.
Palavras frias não precisam ser escritas, registradas.
Palavras frias não precisam ser postadas e entregues.
Palvras frias não servem como gelo para bebidas estrangeiras.
Talvez isso te supreenda, mas eu não preciso que você escolha.
Talvez isso te supreenda, mas de certa maneira, eu até acho que previa,
Isso é tão banal, toda minha vida eu me surpreendi com certas risadas.
Isso é tão banal, mas ninguém nunca quis me salvar. E mesmo assim eu sobrevivi.
Eu não tenho um revolver.
Por que comprar um agora?
Não preciso de passaporte para chegar onde eu quero.
Não preciso de introdução, de desculpa ou de autorização.
Não preciso ser um dia mais novo, não preciso de presentes.
Não preciso de supervisão, de apoio ou de um mapa.
Eu não tenho um revolver.
Não precisa se preocupar.
Como se seu coração não fosse à prova de balas,
como se longe fosse perto,
como se querer muito fosse desculpa para fugir e como se fugir fosse algo particular.
Um.
Sua voz pode me dizer não, mas o coração tem desejos que nem sempre
seguem o roteiro.
Eu sou o seu sorriso. Eu sou o seu cartão clonado.
E essas sentimentalidades que às vezes você cuspia de lado, eu sei que elas eram como balas de festim.
E devem ser todas as outras.
Todo o mundo devia estar mentindo.
Todo o mundo devia estar chorando.
Sua voz, ela pode ser usada para enganar. Aqui, ali, no chão.
Não quero comparar montanhas.
Mas já passou da hora,
de você me ver sorrindo e você não quer me ver sorrindo.
Você quer sentimentalidades cuspidas de lado.
Você quer metade, você quer um pouco.
Você tenta até onde dá. Você nada até o meio da piscina.
Você protege o coração com plástico e se diverte com o resto do mundo.
Todo o mundo está em festa.
Todo o mundo está de passagem.
Você esconde fotos. Você esconde seus momentos de liberdade.
Você sorri e canta e conta piadas.
Você mente.
Você se sente além.
Você esquece. E você supera. Você se deita e dorme.
Você dirige, você dá carona, você dá valor ao que passa.
Todo mundo deveria estar aqui.
Todo mundo agora sorri.
E é.
é pedir demais.
é como aprender as notas do trompete em uma semana.
Você é bom em ser jovem.
Você é bom em ser divertido.
Você é bom em quase tudo.
O tempo vai mostrar a todos, a todo mundo.
O tempo vai colocar as coisas no lugar.
Mas qual é o lugar em que você gostaria de estar?
seguem o roteiro.
Eu sou o seu sorriso. Eu sou o seu cartão clonado.
E essas sentimentalidades que às vezes você cuspia de lado, eu sei que elas eram como balas de festim.
E devem ser todas as outras.
Todo o mundo devia estar mentindo.
Todo o mundo devia estar chorando.
Sua voz, ela pode ser usada para enganar. Aqui, ali, no chão.
Não quero comparar montanhas.
Mas já passou da hora,
de você me ver sorrindo e você não quer me ver sorrindo.
Você quer sentimentalidades cuspidas de lado.
Você quer metade, você quer um pouco.
Você tenta até onde dá. Você nada até o meio da piscina.
Você protege o coração com plástico e se diverte com o resto do mundo.
Todo o mundo está em festa.
Todo o mundo está de passagem.
Você esconde fotos. Você esconde seus momentos de liberdade.
Você sorri e canta e conta piadas.
Você mente.
Você se sente além.
Você esquece. E você supera. Você se deita e dorme.
Você dirige, você dá carona, você dá valor ao que passa.
Todo mundo deveria estar aqui.
Todo mundo agora sorri.
E é.
é pedir demais.
é como aprender as notas do trompete em uma semana.
Você é bom em ser jovem.
Você é bom em ser divertido.
Você é bom em quase tudo.
O tempo vai mostrar a todos, a todo mundo.
O tempo vai colocar as coisas no lugar.
Mas qual é o lugar em que você gostaria de estar?
[última] vez que perguntei.
Por que ser assim tão completamente estranho,
se a gente pode bancar o universitário.
Por que correr o risco, se a gente pode financiar uma aventura curricular.
Por que ficar se a gente pode fugir.
Por que assumir, se a gente pode sumir do mapa.
se a gente pode bancar o universitário.
Por que correr o risco, se a gente pode financiar uma aventura curricular.
Por que ficar se a gente pode fugir.
Por que assumir, se a gente pode sumir do mapa.
Celebrado.
Coração exposto de maneira cômica.
Quando a gente pensa quê. Nos dizem não.
Coração cansado. Ensaios de peças que não nos salvarão.
Uma cilada.
Uma solidão.
Um brinde de afeto da constelação mais distante.
Quando a gente pensa quê. Nos dizem não.
Coração cansado. Ensaios de peças que não nos salvarão.
Uma cilada.
Uma solidão.
Um brinde de afeto da constelação mais distante.
Quero.
Não quero mais sentir isso sem ter time para jogar contra.
Não quero mais esperar e esperar.
Não quero mais ser só a possibilidade sem graça do brasil.
Não quero mais ser engraçado, molhado e feio.
Não quero mais sentir que o dia começa antes de mim.
Não quero mais o possivel, claro, o são e salvo conduto.
Não quero mais esperar.
Não quero mais a Paulista iluminda em amarelo insinuando verdades.
Não quero mais o teatro cheio,
o carro vazio
o tempo frio.
o dia longo.
a noite longe.
Eu não quero mais,
e no entanto é tudo que me diz respeito.
Não quero mais esperar e esperar.
Não quero mais ser só a possibilidade sem graça do brasil.
Não quero mais ser engraçado, molhado e feio.
Não quero mais sentir que o dia começa antes de mim.
Não quero mais o possivel, claro, o são e salvo conduto.
Não quero mais esperar.
Não quero mais a Paulista iluminda em amarelo insinuando verdades.
Não quero mais o teatro cheio,
o carro vazio
o tempo frio.
o dia longo.
a noite longe.
Eu não quero mais,
e no entanto é tudo que me diz respeito.
Fogo Cruzado.
Fogo cruzado.
Palavras trocadas.
Letra roxa.
Boca torta.
Fogo cruzado.
Duelo suave.
Beijo elétrico.
Verde, chuva e um guarda.
Limão.
Sorvete.
Boina pequena.
Rastro.
Lombada alta.
Identificação necessária.
Casa grande.
Revista molhada.
silêncio e desprezo.
Mentiras leves e risadas ao volante.
Telefone sempre.
Tempo quente.
Descoberta da tevê.
Godard.
Descoberta no frio.
Gripe.
Quem aguentou até o último 'round'?
Palavras trocadas.
Letra roxa.
Boca torta.
Fogo cruzado.
Duelo suave.
Beijo elétrico.
Verde, chuva e um guarda.
Limão.
Sorvete.
Boina pequena.
Rastro.
Lombada alta.
Identificação necessária.
Casa grande.
Revista molhada.
silêncio e desprezo.
Mentiras leves e risadas ao volante.
Telefone sempre.
Tempo quente.
Descoberta da tevê.
Godard.
Descoberta no frio.
Gripe.
Quem aguentou até o último 'round'?
Indo.
Sim. É fácil ir. Qualquer um pode ir.
Sim. É fácil não estar. Qualquer um pode mentir.
Sim. Culpe-se no espelho por ter ido.
Quem é que se arriscou?
Quem é que nunca saiu de casa?
Quem é que blefou com cartas na mão?
Sim. Não fui eu.
Sim. Não.
Sim. É fácil não estar. Qualquer um pode mentir.
Sim. Culpe-se no espelho por ter ido.
Quem é que se arriscou?
Quem é que nunca saiu de casa?
Quem é que blefou com cartas na mão?
Sim. Não fui eu.
Sim. Não.
Decor.
Eu sei decor o que sinto,
sinto muito, quase todas as horas do dia.
Eu sei que é impossivel,
mas menos que isso não é o que eu faço.
Eu sei, decor.
Sinto sempre, quase todos os dias.
Eu sei que é muito,
mas por muito menos você já chorou, eu sei.
Eu sei decor o caminho,
caminho às vezes para não chegar.
Eu sei que é longe,
mas você sabe o caminho decor.
sinto muito, quase todas as horas do dia.
Eu sei que é impossivel,
mas menos que isso não é o que eu faço.
Eu sei, decor.
Sinto sempre, quase todos os dias.
Eu sei que é muito,
mas por muito menos você já chorou, eu sei.
Eu sei decor o caminho,
caminho às vezes para não chegar.
Eu sei que é longe,
mas você sabe o caminho decor.
sábado, 18 de julho de 2009
Andei por sampa de olhos molhados.
Andei por sampa de olhos molhados.
Vi Sampa do alto da laje
E me senti acolhido pelas árvores de concreto.
Sampa está sempre de mau humor
Sampa está sempre de cara virada
Sampa sempre arrogante, mas nunca entediada.
Sampa também estava de olhos molhados.
Vi Sampa do alto da laje
E me senti acolhido pelas árvores de concreto.
Sampa está sempre de mau humor
Sampa está sempre de cara virada
Sampa sempre arrogante, mas nunca entediada.
Sampa também estava de olhos molhados.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
the last post.
Apostei que seria diferente,
não foi.
we all going to die someday,
and probably
in the wrong day.
não foi.
we all going to die someday,
and probably
in the wrong day.
sábado, 11 de julho de 2009
O cara do dia errado.
O cara do dia errado tem um jeito estranho de andar,
meio apressado mas devagar.
O cara do dia errado tem um jeito estranho de lidar,
meio quase gritando, meio quase brigando, quer apenas tocar.
O cara do dia errado está onde a chuva está.
O cara do dia errado está onde apenas a chuva está.
O cara do dia errado doente, está prestes a evaporar.
meio apressado mas devagar.
O cara do dia errado tem um jeito estranho de lidar,
meio quase gritando, meio quase brigando, quer apenas tocar.
O cara do dia errado está onde a chuva está.
O cara do dia errado está onde apenas a chuva está.
O cara do dia errado doente, está prestes a evaporar.
Será?
Será que o pacote cria pernas.
E sai da chuva,
caminhando as passos rápidos
e se entrega aos culpados?
E sai da chuva,
caminhando as passos rápidos
e se entrega aos culpados?
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Time.
Meu time perdeu.
Azul.
Meu carro pifou.
Cinza.
Meu estômago doeu.
Vermelho.
Meu salário atrasou.
Verde.
Meu país exilou-me.
Amarelo.
Meu quarda-chuva não deu conta
e eu molhei o pé.
A cabeça.
A alma.
E joguei a toalha.
Azul.
Meu carro pifou.
Cinza.
Meu estômago doeu.
Vermelho.
Meu salário atrasou.
Verde.
Meu país exilou-me.
Amarelo.
Meu quarda-chuva não deu conta
e eu molhei o pé.
A cabeça.
A alma.
E joguei a toalha.
Duro.
Duro é estar onde não se quer.
Duro que tudo seja longe.
Duro que o pau esteja mole.
Duro é que o cimento molhe.
Que a chuva caia.
Duro é que o tempo esfrie
E a conexão caia.
Duro é ser subestimado.
Duro é ser durão.
Duro é que o tempo passe rápido.
Duro é que agosto demore mais que o gosto popular.
Duro é que é duro.
E que não se chega a lugar nenhum com a vontade.
Duro que tudo seja longe.
Duro que o pau esteja mole.
Duro é que o cimento molhe.
Que a chuva caia.
Duro é que o tempo esfrie
E a conexão caia.
Duro é ser subestimado.
Duro é ser durão.
Duro é que o tempo passe rápido.
Duro é que agosto demore mais que o gosto popular.
Duro é que é duro.
E que não se chega a lugar nenhum com a vontade.
Quando eu morri.
Quando eu morri, eu morri para ser eterno.
Morri para causar boa impressão.
Morri para deixar saudade.
Não sei se chamei sua atenção.
Chamaram ambulância na ânsia de que o ferimento coagulasse.
Antes tivesses estudado medicina como seu pai queria.
Antes tivesses estudado medicina como seu pai queria.
Não sei de nada, a morte não compete aos mortos.
É competência dos vivos.
Dos vivos e alegres.
Que bebem todos os dias em bares e boates.
Dos que são sorridentes e bem apessoados, que tem boa prosa e conquistam as coisas que querem, sempre e sempre. E fazem o que querem. Porque podem e devem.
Quando eu morri, eu continuei fiel a minha crença.
De que nada além importa.
Morri para provar minha teoria;
Lua era de queijo e o meu beijo verdadeiro como uma batata crua.
Morri para causar boa impressão.
Morri para deixar saudade.
Não sei se chamei sua atenção.
Chamaram ambulância na ânsia de que o ferimento coagulasse.
Antes tivesses estudado medicina como seu pai queria.
Antes tivesses estudado medicina como seu pai queria.
Não sei de nada, a morte não compete aos mortos.
É competência dos vivos.
Dos vivos e alegres.
Que bebem todos os dias em bares e boates.
Dos que são sorridentes e bem apessoados, que tem boa prosa e conquistam as coisas que querem, sempre e sempre. E fazem o que querem. Porque podem e devem.
Quando eu morri, eu continuei fiel a minha crença.
De que nada além importa.
Morri para provar minha teoria;
Lua era de queijo e o meu beijo verdadeiro como uma batata crua.
Silêncio.
Eu me lembro bem de como foi nosso primeiro encontro. Casual, como os demais não seriam. Eu fiquei em silêncio, porque o silêncio era um luxo que eu poderia me dar.
Fiquei na janela.
Eu estive em trânsito por noites e noites. Indo e vindo de onde não queria. Boçal, como os demais que eu não era. Eu fiquei em silêncio, porque era necessário. O trem já cantava por demais.
Depois, vieram palavras como a cobertura de um bolo de chocolate. Muitas delas em excesso. Porque eu sempre fui dado aos excessos. O pôr-do-sol não conseguiu me calar.
Falei, Falei, Falei.
Depois, vieram mais palavras. Muitas delas vazias. Mero desvio de atenção. Tudo o que queríamos era silêncio.
Silêncio, Silêncio, Silêncio.
Eu me lembro, quando o silêncio veio, eu chorei. Não era bem o silêncio que eu imaginava, nobre e colorido. Era um silêncio turvo. De desdém. Um silêncio safado de quem se esquece. O silêncio comum aos que são deixados para trás nas rodovias, nas rodoviárias, nas ciclovias, nas rotas múltiplas, nas pontes, nas ponte-aéreas, nos túneis do metrô, nos túneis do tempo, ou apenas comum aos olhos dos que ficam para sentir o vento da turbina orgulhosa do pássaro de plástico.
Silêncio Mouro, Silêncio Mulçumano, Silêncio Corajoso, guerreiro.
Eu me lembro do primeiro sinal, um sinal de fumaça com letras que o meu nome não comporta.
Silêncio dos preteridos.
Eu me lembro como não me senti importante. Me senti como antes. Com medo de me sentir como depois.
Silêncio dos fudidos.
Eu não lembro de dormir tão pouco. Eu não me lembro de viver tão pouco.
Silêncio do motor do carro. Silêncio do jornal da tevê. Silêncio do mercado de luxo. Silêncio dos cinemas obscuros. Silêncio dos sebos. Silêncio dos cursos universitários. Silêncio de tudo que é sagrado. Dos amigos ao lado. Dos sorrisos falsários.
Até o cão ficou em silêncio.
Silêncio tão lento.
Eu me lembro bem de como foi nosso último encontro. Irreal, como os demais não foram. Eu fiquei em silêncio, porque o silêncio era um luxo que eu poderia me dar.
Fiquei na calçada.
Fiquei na janela.
Eu estive em trânsito por noites e noites. Indo e vindo de onde não queria. Boçal, como os demais que eu não era. Eu fiquei em silêncio, porque era necessário. O trem já cantava por demais.
Depois, vieram palavras como a cobertura de um bolo de chocolate. Muitas delas em excesso. Porque eu sempre fui dado aos excessos. O pôr-do-sol não conseguiu me calar.
Falei, Falei, Falei.
Depois, vieram mais palavras. Muitas delas vazias. Mero desvio de atenção. Tudo o que queríamos era silêncio.
Silêncio, Silêncio, Silêncio.
Eu me lembro, quando o silêncio veio, eu chorei. Não era bem o silêncio que eu imaginava, nobre e colorido. Era um silêncio turvo. De desdém. Um silêncio safado de quem se esquece. O silêncio comum aos que são deixados para trás nas rodovias, nas rodoviárias, nas ciclovias, nas rotas múltiplas, nas pontes, nas ponte-aéreas, nos túneis do metrô, nos túneis do tempo, ou apenas comum aos olhos dos que ficam para sentir o vento da turbina orgulhosa do pássaro de plástico.
Silêncio Mouro, Silêncio Mulçumano, Silêncio Corajoso, guerreiro.
Eu me lembro do primeiro sinal, um sinal de fumaça com letras que o meu nome não comporta.
Silêncio dos preteridos.
Eu me lembro como não me senti importante. Me senti como antes. Com medo de me sentir como depois.
Silêncio dos fudidos.
Eu não lembro de dormir tão pouco. Eu não me lembro de viver tão pouco.
Silêncio do motor do carro. Silêncio do jornal da tevê. Silêncio do mercado de luxo. Silêncio dos cinemas obscuros. Silêncio dos sebos. Silêncio dos cursos universitários. Silêncio de tudo que é sagrado. Dos amigos ao lado. Dos sorrisos falsários.
Até o cão ficou em silêncio.
Silêncio tão lento.
Eu me lembro bem de como foi nosso último encontro. Irreal, como os demais não foram. Eu fiquei em silêncio, porque o silêncio era um luxo que eu poderia me dar.
Fiquei na calçada.
NOITE
Não consegui dormir.
Novamente.
Mente não descansou.
Novamente.
O estomago sentiu o tranco pesado.
Novamente.
A noite veio.
A noite foi.
Novamente.
Mente não descansou.
Novamente.
O estomago sentiu o tranco pesado.
Novamente.
A noite veio.
A noite foi.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Ei.
Ei, cara.
Ei cara, quanto tempo nessa velocidade até algum conforto?
Ei cara.
Estamos perto da redenção ou a BR é todo asfalto que vamos comer?
Me passe um contato, alguém para indicar qual estrada secundaria se acessa para economizar trocados.
--Qual a última coisa que você se lembra?
--Eu não me lembro de ter sentido medo, antes que o medo beijasse-me com toda força.
Ei cara, quanto tempo nessa velocidade até algum conforto?
Ei cara.
Estamos perto da redenção ou a BR é todo asfalto que vamos comer?
Me passe um contato, alguém para indicar qual estrada secundaria se acessa para economizar trocados.
--Qual a última coisa que você se lembra?
--Eu não me lembro de ter sentido medo, antes que o medo beijasse-me com toda força.
Correntes.
Minha pistola está fora do alcance das mãos.
Minhas verdades desfeitas, reduzidas ao pó negro do café.
Eu vou até o rio, onde eu posso encontrar calma.
Eu.
Eu.
Eu não consigo parar de chorar.
Eu.
Eu.
Eu sei. O sol sempre vai brilhar em algum outro lugar.
E o tempo corre sem prestar assistência, nunca prestou.
E se eu quiser um amigo para sentar e conversar, eu ficarei em pé.
Eu sei.
O sol sempre vai brilhar,
mas eu só consigo pensar no resumo espacial do alcance das minhas mãos.
E nem sei se eu tenho que ter doutorado para ver a loucura das formas aqui.
Aqui.
As formas afrontam qualquer lógica ou afimarção...
Minhas verdades desfeitas, reduzidas ao pó negro do café.
Eu vou até o rio, onde eu posso encontrar calma.
Eu.
Eu.
Eu não consigo parar de chorar.
Eu.
Eu.
Eu sei. O sol sempre vai brilhar em algum outro lugar.
E o tempo corre sem prestar assistência, nunca prestou.
E se eu quiser um amigo para sentar e conversar, eu ficarei em pé.
Eu sei.
O sol sempre vai brilhar,
mas eu só consigo pensar no resumo espacial do alcance das minhas mãos.
E nem sei se eu tenho que ter doutorado para ver a loucura das formas aqui.
Aqui.
As formas afrontam qualquer lógica ou afimarção...
Subliminar
Eu não tive tempo para pensar, e no entanto eu tive todo o tempo do mundo.
Você é um soldado da bondade, um messias de final de semana.
Salvando baleias e o que mais precisar ser salvo.
Você é um desenho grafitado num muro próximo da 9 de julho.
E quando vê crianças, você se sente feliz e confuso.
E não estamos todos afundando nesse vale chamado "tempo para tomar decisões"?
Você é um comprimido de alívio.
Um corredor espaçoso, mercurio, aço e coragem.
Eu não tive tempo, mas tomei decisões que afetam as festas que não acabam no nosso fuso-horário.
E não estamos todos no mesmo vale chamado "jet-lag"?
Você é um cachorro que não late, um matematico que envenena para sobreviver.
Igualdade, Liberdade, Simplicidade...
De pé, com a nudez discursiva dos antigos,
encara o espelho, como uma rainha do amanhã.
Não se encontra salvação em qualquer lugar.
Não se encontra sublimação em águas profundas, porém congeladas...
Você é um soldado da bondade, um messias de final de semana.
Salvando baleias e o que mais precisar ser salvo.
Você é um desenho grafitado num muro próximo da 9 de julho.
E quando vê crianças, você se sente feliz e confuso.
E não estamos todos afundando nesse vale chamado "tempo para tomar decisões"?
Você é um comprimido de alívio.
Um corredor espaçoso, mercurio, aço e coragem.
Eu não tive tempo, mas tomei decisões que afetam as festas que não acabam no nosso fuso-horário.
E não estamos todos no mesmo vale chamado "jet-lag"?
Você é um cachorro que não late, um matematico que envenena para sobreviver.
Igualdade, Liberdade, Simplicidade...
De pé, com a nudez discursiva dos antigos,
encara o espelho, como uma rainha do amanhã.
Não se encontra salvação em qualquer lugar.
Não se encontra sublimação em águas profundas, porém congeladas...
Cabeça Raspada.
Presa entre Jupiter e Apolo.
Eu não pude ajuda-la. Só seguir o caminho infinto das meias-noites de verão.
O passado é destruição, são pontos de uma antiga tatuagem enferrujada.
E é quando eles enforcam pálidos, cachorros e soldados mudos,
nessas horas, e apenas nessa horas, as salas ficam vazias
e eu me sinto protegido.
Eu não pude ajuda-la. Só seguir o caminho infinto das meias-noites de verão.
O passado é destruição, são pontos de uma antiga tatuagem enferrujada.
E é quando eles enforcam pálidos, cachorros e soldados mudos,
nessas horas, e apenas nessa horas, as salas ficam vazias
e eu me sinto protegido.
sábado, 4 de julho de 2009
Chuva Forte.
Nossa conversa foi curta e doce. Quase me fez ter certeza da invalidade dessas leis. Mas agora você tem o tamanho do mundo inteiro. Quase não cabe no horizonte.
Ele cantava uma musica (só para mim). E eu desejei que você pudesse ouvir. Ouvir por entre as lágrimas.
Você soube todo o tempo, eu aprendi por estes dias.
Se é uma reza, eu terei que pagar.
Se é você, eu tentarei alcançar.
Ele cantava uma musica (só para mim). E eu desejei que você pudesse ouvir. Ouvir por entre as lágrimas.
Você soube todo o tempo, eu aprendi por estes dias.
Se é uma reza, eu terei que pagar.
Se é você, eu tentarei alcançar.
Cor escura.
Quantas cores que colorem sua fantasia,
Foram mostradas por mim?
Esqueça o que se estabelece invariável. Chato. Sorridente.
Por que você simplesmente não sabe?
Por que você simplesmente não nasce sabendo?
Esqueça como se descem as escadas, nos vamos subir agora.
Você pode ter, mas talvez perca.
Você pode achar que isso faz todo o sentido, mas não faz.
Escolha a verdade, mas aprenda a mentir.
Sorria de vez em quando, mas não quando estiver muito claro.
Nunca vai ficar muito claro.
Foram mostradas por mim?
Esqueça o que se estabelece invariável. Chato. Sorridente.
Por que você simplesmente não sabe?
Por que você simplesmente não nasce sabendo?
Esqueça como se descem as escadas, nos vamos subir agora.
Você pode ter, mas talvez perca.
Você pode achar que isso faz todo o sentido, mas não faz.
Escolha a verdade, mas aprenda a mentir.
Sorria de vez em quando, mas não quando estiver muito claro.
Nunca vai ficar muito claro.
Rotineiro.
Entre o nada e o nada, existe isso. Que chamamos de dia-a-dia, e que enfeitamos com um sentido de plástico.
Emperrado dentro de um fusca (ou demais confissões de um círculo mais ou menos perfeito)
Meu cinto brilha.
Mas eu sinto muito, essa mensagem é só para saber se você era alta.
Ou baixa...
Será que no fim a gente sente que chegou ao fim?
Ei, mana tentou me avisar,
mas estava longe demais.
Eu não conheço ninguém que eu tenha conhecido.
Todos são estranhos.
Todos são desconhecidos.
Meu cinto brilha.
Enterrei o cachorro sob as pedras cinzas da encosta.
Perdi o controle por um ou dois segundos.
Ei, mana, será que não estamos todos vivenciando o fim?
Mas eu sinto muito, essa mensagem é só para saber se você era alta.
Ou baixa...
Será que no fim a gente sente que chegou ao fim?
Ei, mana tentou me avisar,
mas estava longe demais.
Eu não conheço ninguém que eu tenha conhecido.
Todos são estranhos.
Todos são desconhecidos.
Meu cinto brilha.
Enterrei o cachorro sob as pedras cinzas da encosta.
Perdi o controle por um ou dois segundos.
Ei, mana, será que não estamos todos vivenciando o fim?
Baía do corações nublados.
Quando eu chegar, me deixe deitar em sua cama.
E dormir.
Quando eu chegar, avise para que eu pare de me procurar.
E acordar.
E eu quero chorar, mas o tempo está seco
seco como quem quer voltar.
(um violino sola na neblina quase sacra de uma estrada estranha dessa, ou daquela cidade)
Quando eu chegar, perceba o perigo.
E durma.
Quando eu chegar, me diga se não fui digno de afeição.
E acredite, essa era a única direção.
Seco.
E dormir.
Quando eu chegar, avise para que eu pare de me procurar.
E acordar.
E eu quero chorar, mas o tempo está seco
seco como quem quer voltar.
(um violino sola na neblina quase sacra de uma estrada estranha dessa, ou daquela cidade)
Quando eu chegar, perceba o perigo.
E durma.
Quando eu chegar, me diga se não fui digno de afeição.
E acredite, essa era a única direção.
Seco.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
ultimato.
Ei, cara.
Sinto cheiro do medo banal.
Ei cara.
Ei cara, que vontade de ser normal,
Hein cara.
Ei cara.
Sinto cheiro do medo banal.
Ei cara.
Ei cara, que vontade de ser normal,
Hein cara.
Ei cara.
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